CLIENTES VIP- BURLÕES???

Junho 19, 2008 by escortveramorgado

Olá amigos!

Não gostaria de deixar passar em branco, uma situação no mínimo caricata.

Recebi um cliente, já conhecido e com o qual tinha uma certa empatia e envolvência. Cavalheiro, boa aparência, 40 anos, empresário, (segundo a sua versão) inteligente e até como homem o considerei bastante envolvente e sedutor.

Naquele dia, assim que o recebi, foi arrebatador, puxou-me com firmeza, mas delicadamente e entregámo-nos um ao outro incondicionalmente. As primeiras carícias, em breve deram origem a um desejo intenso. As intimidades tiveram início na sala, com continuação no quarto e posso afirmar, sem dúvidas que foi muito prazeiroso para ambos.

Regressámos à sala, o meu cliente pediu autorização para fumar (um pouco até constrangido porque eu não fumo), mas deixei-o à vontade, pois sei que os fumadores adoram fumar depois de ” uma boa foda”.

Conversámos animadamente, pelo que ainda fumou um 2º cigarro, bebemos água e ali estivemos a trocar impressões sobre vários temas, o que foi muito agradável. Temas interessantes, alguns deles relacionados com a actividade deste senhor, actividade essa desconhecida para mim e estou ciente para a maioria de nós, pelo que aproveitei para me enriquecer culturalmente.

Algum tempo passado, o meu cliente despediu-se, dizendo que iria cerca de semana e meia para o estrangeiro, pelo que lhe desejei boa sorte nos negócios e dissemos um até breve um ao outro. Entretanto, prometeu-me que assim que chegasse me ligaria porque gostava muito de estar comigo!

Abri o portão, (moro em vivenda) e quando o cavalheiro se dirigia para o carro, lembrei-me de um pequeno-grande pormenor- o pagamento. Perguntei: ” Oh Luís, é verdade esqueceste-te de pagar e eu também já me esquecia!”- ele respondeu de imediato dizendo que já tinha deixado o pagamento no quarto, (de forma discreta, pensei eu, como um verdadeiro cavalheiro!- mal sabia eu que estava a dar o golpe(!!!???).

Não liguei ao acontecido e continuei com a minha vida normal; tomei duche, comi qualquer coisa e fui arrumar o quarto.  Aí lembrei-me do dito cujo pagamento.  Olhei primeiro em redor, de soslaio e nada vi. Depois procurei minuciosamente, pois por vezes sou muito distraida, eis senão quando chego à triste conclusão que o senhor “distinto” não tinha deixado dinheiro algum! Fiquei estupefacta! Não queria acreditar! Continuava ainda a achar que estava despistada e, por isso, não encontrava nada! revolvi e tornei a revolver todo o quarto,e, mesmo não querendo admitir tal hipótese tive que concluir que tinha sido vítima de um burlão!

Foi a primeira vez que me aconteceu e de forma tão inédita e inesperada que não podia deixar de publicar o episódio!

Por isso, cavalheiros, paguem antecipadamente mesmo que a escort o não exija por respeito e diplomacia.  Colegas escorts, exijam o pagamento de forma antecipada, por muito bem que julguem conhecer o cliente, pois nos dias que correm já não podemos dizer que se conhece alguém, infelizmente. É com muita mágoa que o digo pois não gostaria que assim fosse.

Agora estão a questionar-se:-  porque não ligou ela para o senhor a perguntar se se tinha esquecido?  Claro que liguei. Tenho ligado quase todos os dias, deixei mensagem escrita e a esta hora já tinha tido tempo de ter ido ao estrangeiro mais meia dúzia de vezes…nada… ouve-se a voz característica dizendo que o telemóvel se encontra indisponível, a qualquer hora do dia ou da noite…

Pois é, aparece-nos com cada um que parecem dois, desculpem lá mas temos que reagir com algum humor!

Lógico que não fiquei mais pobre sem aquele dinheiro, nem ele mais rico! A questão prende-se com aquilo que defendemos persistentemente: moral, ética, respeito, confiança, dignidade. Princípios e valores que defendo com unhas e dentes, mesmo sendo chamada de “puta” por muito boa gente.

Não devo nada a ninguém, a não ser ao Banco e honro todos os meus compromissos. No entanto, “os outros” que não as putas, cometem as maiores atrocidades, mas como exercem uma profissão políticamente correcta e têm status social, tudo é considerado um mal menor e a sociedade até desculpa… até quando?

Despeço-me, e, apesar de tudo… sejam felizes!

Vera Morgado

Visão conceptual do escorting

Abril 12, 2008 by escortveramorgado

Olá Amigos!

Numa visita ao blog da minha colega e amiga Butterfly, e, a propósito dum comentário a um dos seus artigos, inspirei-me para deixar aqui um apontamento sobre a ideia distorcida, na maior parte das vezes, quer da actividade de acompanhante, quer da pessoa, ou seja, da profissional propriamente dita. 

Como a maior parte de vós já sabe, a minha postura perante esta profissão é de dignidade, respeito, profissionalismo (o que encerra um conjunto de factores de ordem moral, ética, de boa qualidade do serviço prestado, educação e formação sólidas…).

Não obstante, e, tendo em conta o nosso enquadramento como profissionais de topo, o que define o nosso posicionamento e o nosso target, há quem nos trate à partida como se fôssemos meros objectos dos quais se dispõe e trata, sem quaisquer pudores no que concerne à forma de abordagem com que se nos dirigem.

De facto, é patente em diversos telefonemas que recebo, pretensos clientes se dirigirem desta forma:” Olha querida, estive a ver o teu anúncio e és mesmo boa! Onde estás? Fazes tudo?” - e por aí fora, se não corto de imediato a conversa, com diplomacia (claro!) e educação (acima de tudo!).

Não estou obviamente a referir-me a quem já me conhece, mas a “cavalheiros” que me fazem uma primeira abordagem. Reafirmando o que diz a minha amiga B., jamais me passaria pela cabeça , tratar alguém que não conhecesse, de forma desrespeitosa. Não me refiro só ao teor informal da conversa, (isso seria um mal menor), mas pelo facto de nos catalogarem e estigmatizarem como alguém inferior (!!!) determinado apenas e tão só pela profissão que exercemos. Para essas pessoas, que felizmente são uma  minoria nos meus contactos, mas que são maioria em termos de sociedade, podemos e devemos ser tratadas como as “gajas”, para não dizer as “putas”, mas já dizendo, que ganham a vida de forma fácil e desprezível- a foder!

De facto, não é assim. Como o próprio nome indica nós somos acompanhantes profissionais e está expresso que é pago o nosso tempo de companhia! Esta companhia tem uma abrangência lata. A essência conceptual de “companhia” é integral. Pode abranger toda uma série de actividades- ir ao cinema, a um jantar de negócios ou não, passear apenas, ir a um clube nocturno, passar um fim de semana cheio de actividades, beber um café e conversar, ir a uma festa, assistir a um põr-do-sol, ter relações íntimas…

Podemos então concluir que fazemos companhia, na total acepção da palavra, a quem o requer, o que pode ou não incluir relações sexuais. Este é o real sentido de uma acompanhante profissional de topo, onde me incluo. Não somos propriamente “as putas” cuja profissão é foder! (perdoem-me o calão, não é meu hábito, mas hoje apeteceu-me utilizá-lo!).

Também não estou a dizer com isto que sejamos falsas puritanas e que um dos nossos requisitos profissionais não seja o de sermos boas amantes- uma boa foda!-mas, claro que esta leitura (simplista neste caso), decorre de uma relação a dois, da interacção, da empatia, afinidade e cumplicidade geradas ou que nós, Escorts, temos capacidade de fazer gerar!

Enfim, este é um tema inesgotável, mas lembrem-se sempre que quando se dirigem a uma escort, o devem fazer de forma educada, mais ou menos formal, mas com a noção exacta de que do outro lado da linha está uma pessoa bem formada, culta e inteligente (escuso-me a referenciar os dotes físicos, uma vez que tal é irrelevante para o objectivo desta minha intervenção) e que ela própria tem a capacidade e o poder de seleccionar os seus próprios clientes, embora por vezes não pareça!

O facto de ser um serviço pago, não significa de forma alguma, que se deva menosprezar ou minimizar o prestador de serviços. Há que integrar esta actividade no conjunto das actividades económicas, porque de facto é do que se trata.

Quando vou a um restaurante caro, que me garante à partida um bom serviço, não destrato ou desrespeito quem me serve, pelo facto de vir a pagar esse mesmo serviço. É a lógica da convivência social, humana e profissional que está em causa e uma mentalidade saudável, flexível e integradora do Ser humano que tem que ser assimilada e desenvolvida.

Bom fim de semana!

…E sejam felizes!…

Vera Morgado

REINÍCIO de actividade

Fevereiro 29, 2008 by escortveramorgado

hpim0106.jpgOlá amigos!

É um prazer estar de volta!

Como se costuma dizer, a vida dá voltas e voltas… umas vezes de forma mais inesperada que outras.

Anuncio então, que dou reinício à minha actividade de acompanhante. Espero que seja uma agradável surpresa para todos os amigos que se mostraram consternados pela minha saída. Agradeço a todos que me enviaram e-mails e me telefonaram, numa demonstração de carinho e amizade, o que transcende realmente o cariz comercial que a actividade forçosamente encerra. Fica assim demonstrado, que, se desenvolvem relações muito saudáveis, com muitos daqueles que procuram a minha companhia e cumplicidade.

Todas as condições se mantém, como poderão constatar no site www.prazersublime.com, em que anuncio, e, agradeço também aos administradores do mesmo, toda a disponibilidade e colaboração para com a minha pessoa.

Refiro ainda, que irei renovar as fotos para actualização do anúncio e do blog, tão breve quanto possível. Desejo assim ir ao encontro de todos os meus amigos e dar-lhes um “miminho”, com uma nova imagem e postura.

Para já é tudo…

Boa tarde… e sejam felizes… 

Vera Morgado. 

  

Stand-by

Janeiro 15, 2008 by escortveramorgado

Olá amigos!

Boa noite.

Infelizmente (ou não), estou aqui para vos comunicar que muito em breve vou deixar a actividade de escort.

Ainda não sei se provisória ou definitivamente. Tal facto deve-se a algumas alterações na minha vida, que me obrigaram a tomar algumas decisões, nomeadamente esta.

Não deixarei, no entanto, de atender os telefonemas dos que são meus amigos. As amizades perduram no tempo.

Até um dia deste se for o caso… ou até sempre.

hpim0040.jpgMuito obrigado pelo vosso carinho e apoio.

E… sejam felizes…

Vera Morgado.

Nota: Em princípio a minha actividade cessa em finais de Janeiro.

A VISÃO TÂNTRICA DO SEXO

Novembro 14, 2007 by escortveramorgado

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OLÁ AMIGOS!

A sexualidade , reprimida há dois milénios,  apesar dos períodos de maior tolerância, é hoje vulgarizada, desenfreada, tornando a nossa sociedade hipersexualizada, mas de forma obsessiva, inconsciente e desregrada. Veja-se por exemplo a publicidade que usa e abusa do apelo sexual para  vender todo e qualquer bem/serviço.

Como é que o tantrismo encara o sexo? Ou melhor… a sexualidade? Muito se especula sobre o tema e muito se escreve sobre o mesmo sem procurar ir às fontes originárias desta filosofia de vida. Muitos dizem que é aguentar-se muito tempo sem se “vir”! Estar na relação muitas horas, há quem associe a orgias, a desvios sexuais…enfim!

Os indianos têm o costume de iniciar um tema, difinindo-o. Ora é muito difícil definir a palavra tantra   porque ela tem múltiplos significados dependendo do contexto. Quando se relaciona com a sexualidade, tantra significa um corpo de práticas milenares. Apesar da palavra só aparecer no século VI,  não quer dizer que não existisse antes. Também sexus, do latim sectus que significa separação ou distinção só apareceu no século XII, mas tudo leva a crer que a “coisa” existia antes…

O tantrismo percebe o Universo como um tecido ligado, onde tudo é interdependente e tudo age sobre tudo. Se analisarmos a composição da palavra tantra, temos tan (estirar, estender) e tra ( que indica instrumentalidade), obtemos tan-tra, que literalmente significa expansão do campo de consciência comum, para alcançar o supraconsciente, raiz do ser e receptor de poderes subtis e desconhecidos, mas poderosos, que o tantra quer despertar e utilizar.

Para o tantra, o universo é Consciência e Energia associados. Na prática, isso leva ao respeito absoluto pela totalidade da vida, seja ela animal, vegetal ou bacteriana. Causar dano a qualquer forma de vida é causar dano à sua própria: a ecologia torna-se cósmica.

Isso leva-nos à vertente biológica, ao corpo. Para o tantra o corpo é bem mais que um instrumento ou uma mecânica biológica: ele é Divino! Então sob esse prisma o acto sexual é vivido de modo totalmente diferente do modo comum. A atitude dos parceiros é contemplativa perante o outro e perante a união. Ao invés de estar centrado no seu prazer egoísta, cada um abre-se para o universo corporal do outro. Segundo Alan Watts: “Vivido em total abertura espiritual e sensorial, o amor sexual torna-se uma revelação. Muito antes que ocorra o orgasmo macho, a pulsão sexual passa a ser aquilo que poderia ser descrito, psicologicamente, como uma calorosa fusão dos parceiros, que parecem verdadeiramente colar um no outro. (…) Nada é feito para que as coisas aconteçam. há apenas um homem e uma mulherque exploram suas sensações espontâneas.(…)Em nossa cultura, como essa atitude não existe, a experiência sexual perde o esencial do seu potencial; o contacto é breve, o orgasmo feminino raro, o do homem muito precoce “forçado” por movimentos prematuros.

“A relação contemplativa imóvel prolonga quase que indefinidamente as trocas, refreia o orgasmo masculino sem desconforto, não obriga o homem a desviar a sua atenção do acto à força. Além disso, desde que acostumado com essa abordagem, ele poderá ser muito activo, por muito tempo, gratificando a mulher com um estímulo máximo.”

Durante esses preliminares que se baseiam num contacto prolongado, a relação evolui em três planos: mental-empírico, inconsciente e psíquico.

Quando não se tem pressa de atingir o orgasmo, a relação torna-se mais intensa, porque deixa de haver o “tu” e o “eu” para que haja um só numa fusão cósmica, sagrada!

Continuarei com este tema, que a ser devidamente aprofundado daria para escrever uma obra de alguns volumes!

Boa noite… e…sejam felizes!

Vera Morgado.

GESTÃO EMPRESARIAL APLICADA À GESTÃO INDIVIDUAL! (CONT.)

Setembro 27, 2007 by escortveramorgado

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Olá amigos!

Como o prometido é devido, aqui estou para trocar algumas impressões convosco…

Estava eu a dizer, entre outras coisas que em certas comunidades são os mais idosos os mais respeitados e não os mais novos. E, também dizia que já não me preocupo com o que possam dizer de mim ou da minha profissão de escort. Considero uma tremenda hipocrisia os falsos moralistas, que vão à missa ao Domingo com a sua família (eis os beatos e beatas), criticam despuduradamente a nossa profissão e a nossa classe como se fossemos autênticas marginais, mas depois procuram os nossos serviços e até nos admiram como mulheres! Enfim, contradições e conflitos pessoais…

Bem, mas continuemos com o tema: até esta altura já fiz, sem reparar(!!!) uma análise S.W.O.T. (strengths, weaknesses, opportunities, threats) ou para os anti-norte-americanos T.O.F.A. (trunfos, oportunidades, fraquezas e ameaças) de mim própria. Sei que esta análise se aplica às organizações, mas… porque não aplicá-la a nós próprios?

Quase tudo que se passa no mundo empresarial, tem um paralelismo com a nossa vida pessoal. Vejamos:

Trunfos- todos os temos, uns mais que outros, são os pontos fortes na empresa e as nossas qualidades como pessoas.Numa empresa poderemos pensar em know-how, notoriedade, pessoal qualificado, infra-estruturas adequadas. Há que evidenciar e aprimorar quer qualidades quer pontos fortes.

Oportunidades- são factores externos que não controlamos, o mercado e outros para a empresa e para nós serão variadíssimas e há que aproveitá-las sempre, quer sejam materiais ou pessoais.

Fraquezas- As empresas têm de os esbater e nós também, pois tratam-se de defeitos como o próprio nome indica! Há que fazer um esforço pessoal para combatê-los pois alguns são mesmo difíceis!

Ameaças- são também factores externos, que não controlamos, mas que temos de identificar para os contornar da melhor forma. A empresa preocupar-se-á com o mercado, a concorrência, o fraco poder de compra…nós temos de ter cuidado com  as falsas amizades, desonestidade, violência e outros males que nos rodeiam…

As empresas avaliam o seu património, nós avaliamos o “nosso”, a nossa essência, o que nos pode dar mais enriquecimento pessoal, o que nos faz crescer, expandir horizontes…

Mais paralelismos existem entre a gestão de empresas e a gestão pessoal, mas, se nos lembrarmos das mais evidentes talvez estejamos no caminho certo (digo eu!)

Srs. gestores já pararam para pensar nisto?

Boa noite …e… sejam felizes!

Vera.

GESTÃO EMPRESARIAL APLICADA À GESTÃO INDIVIDUAL!

Setembro 26, 2007 by escortveramorgado

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Olá amigos!

Bem sei que não estamos em Dezembro ou Janeiro, época em que as empresas procedem ao Balanço, Demonstração de Resultados e afins… no entanto, depois de 45 anos vividos de forma intensa, dou por mim a fazer alguns “balanços existenciais”. Melhor ainda dou por mim a fazer uma espécie de análise evolutiva de vida, o que está em paralelo com a análise económico- financeira da empresa.  Enquanto o balanço nos dá uma panorâmica estática da empresa em determinado momento, a análise económico-financeira dá-nos uma panorâmica que reflecte um determinado período da empresa, de forma dinâmica! Como a vida também é dinâmica, nada é estático, será melhor aplicar aqui este conceito, pois realmente a análise que fiz, foi de facto essa- passado, presente e futuro.

A Contabilidade é útil como ferramenta de gestão, mas perdoem-me os T.O.C.,  pessoalmente acho mais desafiador utilizar balanços do que elaborá-los! Tomar decisões através das informações que temos em mão… tal e qual a nossa vida pessoal, certo?

 Cheguei a algumas teorias e/ou teoremas sobre tudo aquilo que já fiz, o que estou a fazer e o que pretendo vir a fazer.

Do ponto de vista global, (lá vem a globalização!) posso afirmar que faço parte duma minoria que não passa fome , não tem problemas de saúde e que para além disso, teve a oportunidade de ter formação académica superior e uma boa educação familiar, com amor, carinho e valores morais irrepreensíveis.

Para além de toda esta base sólida, fui afortunada com a experiência da maternidade que me tornou num ser mais rico, pelas emoções e sentimentos despertos.

No entanto, também me cabe acrescentar que nem tudo me foi dado assim… do nada! Tive oportunidades sim, mas soube agarrá-las! Enquanto que alguns e algumas consideram uma chatice estudar, (nomeadamente a geração mais nova) eu estudei na faculdade à noite, sempre a trabalhar de dia, com a gestão doméstica e educação da minha filha. Já era independente e os meus pais já não tinham mais obrigações para comigo. Por isso quando há desculpas para os maus resultados académicos alegando falta de tempo ou perseguição deste ou daquele professor, comigo não cola!

Considero-me por isso uma “self-made-woman”, pois tudo o que tenho conseguido de enriquecimento pessoal e material, tem sido com o meu esforço pessoal, preserverança, determinação e algum espírito de sacrifício (pelo menos q.b. para atingir objectivos a que me proponho).

Dou assim conta de uma mulher madura, segura de si, de bem consigo própria, com os outros, com a vida, não obstante alguns traumas e mágoas adquiridas ao longo da vida e que teimam em trazer recordações funestas, mas que se revestem de um benefício: a aprendizagem retirada por essas experiências. Sim, acredito que esta  vida terrena é apenas um aprimorar do nosso ser, uma escola…

Todas as vivências, experiências, não são mais do que aprendizagens que temos de realizar por não sermos perfeitos.

Estou numa fase tranquila da vida, que penso só a barreira dos 40 nos proporciona.  Atenção que a idade biológica nem sempre corresponde à idade que se tem; já constatei jovens na casa dos 20, que são mais velhos que eu e  pessoas de 40, que parecem criancinhas de colo!

O facto de estar tranquila não significa passividade. Não significa que fique impávida e serena enquanto o mundo gira, muito pelo contrário. A minha postura é interventiva e sempre que necessário politicamente incorrecta! Tenho projectos e ambições, mas sem ansiedade ou precipitações. ( as empresas também têm o seu planeamento,  consubstanciadas em programas,  planos,  previsões).

Esta postura vai sendo adquirida e consolidada com a experiênciada vida que vai moldando aquilo a que se chama de Sabedoria. Entenda-se Sabedoria, não como um somatório de conhecimentos mas sim como algo mais abrangente, mais lato, mais interno, mais pessoal. Entendem-me os que estão a passar esta fase ou já passaram. Não entenderão os mais jovens, que decerto me irão considerar uma pseudo-intelectual (já não era a 1ª vez!).

Mas francamente, já não tenho estatuto para me preocupar com os outros ou o que possam pensar de mim… é para o lado que me viro melhor…Não é em vão que nalgumas sociedades se tomam conselhos, opiniões e orientações dos mais velhos, os que são mais respeitados!

Amanhã irei concluir este tema…

Boa noite (ou dia) …e… sejam felizes!

Vera .

Livro “Alugo o meu corpo” de Paula Lee

Setembro 15, 2007 by escortveramorgado

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Agora que já li o livro da minha querida colega Paula, já vos posso dar uma opinião mais abalizada do mesmo! Superou em muito as minhas expectativas! De tal forma, que quando constatei que estava no final, fiquei com vontade que já houvesse um segundo volume, para poder acompanhar, de perto, a história desta grande mulher.

Uma leitura fascinante, com saltos temporais muito bem estruturados, esta obra agarra o leitor desde o início!

A força genuína da sua principal personagem- Paula- contada na primeira pessoa e o tema deste livro, tornam-no numa obra empolgável, brilhante, real, directa. A linguagem utilizada, nua e crua, despida de preconceitos, reforça o “nosso mergulho” no mundo de Paula Lee.

A história de uma mulher forte, corajosa, na maior parte das vezes inconsciente desta coragem, poder e determinação.

Entenda-se coragem, não como a ausência de medo, mas tê-lo e vencê-lo! Coragem de enfrentar o desconhecido a todos os níveis. Aceitar a vida como uma constante mutação. ter a capacidade de captar a realidade como algo sempre provisório. A não resignação ao pré-estabelecido, ao definitivo, ao fixo… a adaptação constante e de forma  fascinante a novas situações!

Foram estas as principais mensagens que retirei deste livro. Lições de vida.

Já agora, e, para não pensarem que estou a ser parcial, refiro também que a nível da forma, existem algumas arestas por limar na técnica linguística, mas os conteúdos são tão arrebatadores que fazem colmatar na totalidade estes pormenores de forma.

Agora fico à espera do II volume, ou quiçá, uma outra obra desta caríssima colega, pois fiquei com água na boca…

E para terminar- PARABÉNS PAULA, PELA TUA OBRA E PELA TUA PESSOA!

A vocês amigos, aconselho a  adquirirem o livro de Paula Lee, e, mais importante ainda, a lerem-no!

Um resto de bom fim de semana… e… sejam felizes! 

Vera Morgado.

O MITO DA MONOGAMIA- PARTE II

Setembro 8, 2007 by escortveramorgado

shiva9.jpgOlá Amigos!

Peço desculpa pela minha temporária ausência da blogosfera, mas alguns assuntos pessoais a resolver,  tomaram-me a disponibilidade de tempo e de mente para escrever alguma coisa com cabeça, tronco e membros.

Quando isto acontece,  prefiro não escrever, porque a escrita deve ser um prazer, uma necessidade, uma entrega… nunca por obrigação! Isto é como as relações amorosas, quando se tranformam em obrigação de “picar o ponto”, está tudo estragado! Para não estragar, fico quietinha de quando em vez…

Vamos ao nosso tema, que já gerou alguma polémica… logo,  alguns dos objectivos a que me propus estão a ser alcançados! (nem mais!).

O cidadão comum (e não apenas os cientistas), têm noção de que há muito tempo, a natureza humana tem alguma propensão para mais do que uma relativa hipocrisia, dizendo uma coisa a respeito da fidelidade e em seguida, fazendo outra!- “faz o que te digo, não faças o que eu faço!”- oops…

No filme HEARTBURN, baseado numa história verídica de um casamento de uma linda menina com um mulherengo, heroína interpretada por Meryl Streep, que numa cena conta ao pai as infidelidades do marido a chorar convulsivamente, o pai responde. “Queres monogamia? Casa com um cisne!”- ao que parece nem estes oferecem garantias de monogamia.

Mais uma vez surge aqui o mistério feminino. Sabe-se muito mais do comportamento do macho como ser não monogâmico do que do comportamento da fêmea. A sociedade castradora e repressiva até na investigação científica, deixou, ou tem deixado por investigar aquilo a que Freud designou por “continente obscuro”. Ou seja, a psicologia feminina face ao seu papel sexual. Já há grandes avanços nestas temáticas, mas ainda não foi articulada,  uma teoria bem integrada da sexualidade feminina em particular- talvez um leitor mais atento fique inspirado para o fazer- porque não? Deixo aqui o dasafio…

Achei deveras curioso o relato de um homem de uma tribo africana que diz o seguinte acerca das suas relações sexuais com as suas duas mulheres: - “acho-as igualmente desejáveis, mas depois de dormir com uma três noites seguidas, ao quarto dia já me cansou e quando vou para a outra descubro que sinto uma paixão maior; ela parece mais atraente do que a primeira. Mas na verdade não é assim, pois quando regresso à primeira, sinto a mesma paixão renovada.”

Haverá razões que nos levem a pensar que o homem das sociedades tecnológicas modernas sejam assim tão diferente deste africano tribal? Bem uma famosa equipa de investigação, liderada pelo Dr. Alfred Kinsey, chegou a conclusões, que de tão óbvias já as adivinhamos… adivinhem vocês, amigos também! Outro desafio aqui vos deixo!

Amanhã há mais… não pode ser tudo de uma vez só!

Portem-se bem (mal)… e… sejam felizes!

Vera.

Novas Fotos

Setembro 3, 2007 by escortveramorgado

bailarina1.gifOlá amigos!

Hoje passo só para vos informar de que as minhas fotos, no prazer sublime (onde anuncio), vão ser renovadas. O trabalho é da responsabilidade do nosso colaborador, Rui, incansável e sempre prestativo. Sempre bem disposto, responsável e competente, para além do seu trabalho, dá-nos a sua opinião, por vezes aceite, por vezes não, até  porque  desconfiamos da sua ainda tão jovialidade!

No entanto gostaria de lhe agradecer o carinho e disponibilidade demonstradas. Obrigado Rui pela permanente ajuda!

Gostaria também de vos informar de que também anuncio no Clube Relax, onde dei uma entrevista há uns tempos.

Agradeço também a esta equipa, na pessoa da Isabel Pereira, o carinho,  interesse  e destaque que têm demonstrado pela divulgação, quer da minha actividade, quer da postura que assumo em relação à mesma. Muito obrigado!

Bem sei que às vezes pareço lamechas demais a fazer sempre agradecimentos. Mas a minha maneira de ser é mesmo esta. Sou grata a todos os que de alguma forma me ajudam, estão comigo, ou me apoiam de alguma maneira, seja ela qual for.

A gratidão é um dos valores que aprendi com os meus pais e à qual dou muito valor.” Não cuspas no prato que te deu de comer!”. Este ditado é muito certo, pelo menos para mim. Já agora posso dizer-vos que já cruzei com muito boa gente que não faz ideia do que estou a falar. Pessoas a quem ajudei e que de alguma forma me trairam! Emocionalmente, profissionalmente (não estou a falar de escorts), financeiramente. E talvez outras coisas acabadas ”em mente”, mas que de tão dolorosas, o meu subconsciente guardou numa caixinha para me poupar algum sofrimento. É a forma que todos temos de nos defendermos da dor mais aguda! Daquela que julgamos não suportar, mas que acabamos sempre por fazê-lo, pois vamos buscar força e coragem a energias tão subtis que não se vêem, mas que se sentem e pressentem existirem.

Bem onde é que eu já vou? Já me dispersei do tema, que era simplesmente anunciar as fotos… mas a conversa é como as cerejas, umas atrás das outras! A propósito, este ano nem comi muitas cerejas e gosto tanto! Não sei porque teria sido… enfim… coisas…

Boa noite para todos vocês! 

Fiquem bem…e…sejam felizes!