CLIENTES VIP- BURLÕES???
Junho 19, 2008 by escortveramorgadoOlá amigos!
Não gostaria de deixar passar em branco, uma situação no mínimo caricata.
Recebi um cliente, já conhecido e com o qual tinha uma certa empatia e envolvência. Cavalheiro, boa aparência, 40 anos, empresário, (segundo a sua versão) inteligente e até como homem o considerei bastante envolvente e sedutor.
Naquele dia, assim que o recebi, foi arrebatador, puxou-me com firmeza, mas delicadamente e entregámo-nos um ao outro incondicionalmente. As primeiras carícias, em breve deram origem a um desejo intenso. As intimidades tiveram início na sala, com continuação no quarto e posso afirmar, sem dúvidas que foi muito prazeiroso para ambos.
Regressámos à sala, o meu cliente pediu autorização para fumar (um pouco até constrangido porque eu não fumo), mas deixei-o à vontade, pois sei que os fumadores adoram fumar depois de ” uma boa foda”.
Conversámos animadamente, pelo que ainda fumou um 2º cigarro, bebemos água e ali estivemos a trocar impressões sobre vários temas, o que foi muito agradável. Temas interessantes, alguns deles relacionados com a actividade deste senhor, actividade essa desconhecida para mim e estou ciente para a maioria de nós, pelo que aproveitei para me enriquecer culturalmente.
Algum tempo passado, o meu cliente despediu-se, dizendo que iria cerca de semana e meia para o estrangeiro, pelo que lhe desejei boa sorte nos negócios e dissemos um até breve um ao outro. Entretanto, prometeu-me que assim que chegasse me ligaria porque gostava muito de estar comigo!
Abri o portão, (moro em vivenda) e quando o cavalheiro se dirigia para o carro, lembrei-me de um pequeno-grande pormenor- o pagamento. Perguntei: ” Oh Luís, é verdade esqueceste-te de pagar e eu também já me esquecia!”- ele respondeu de imediato dizendo que já tinha deixado o pagamento no quarto, (de forma discreta, pensei eu, como um verdadeiro cavalheiro!- mal sabia eu que estava a dar o golpe(!!!???).
Não liguei ao acontecido e continuei com a minha vida normal; tomei duche, comi qualquer coisa e fui arrumar o quarto. Aí lembrei-me do dito cujo pagamento. Olhei primeiro em redor, de soslaio e nada vi. Depois procurei minuciosamente, pois por vezes sou muito distraida, eis senão quando chego à triste conclusão que o senhor “distinto” não tinha deixado dinheiro algum! Fiquei estupefacta! Não queria acreditar! Continuava ainda a achar que estava despistada e, por isso, não encontrava nada! revolvi e tornei a revolver todo o quarto,e, mesmo não querendo admitir tal hipótese tive que concluir que tinha sido vítima de um burlão!
Foi a primeira vez que me aconteceu e de forma tão inédita e inesperada que não podia deixar de publicar o episódio!
Por isso, cavalheiros, paguem antecipadamente mesmo que a escort o não exija por respeito e diplomacia. Colegas escorts, exijam o pagamento de forma antecipada, por muito bem que julguem conhecer o cliente, pois nos dias que correm já não podemos dizer que se conhece alguém, infelizmente. É com muita mágoa que o digo pois não gostaria que assim fosse.
Agora estão a questionar-se:- porque não ligou ela para o senhor a perguntar se se tinha esquecido? Claro que liguei. Tenho ligado quase todos os dias, deixei mensagem escrita e a esta hora já tinha tido tempo de ter ido ao estrangeiro mais meia dúzia de vezes…nada… ouve-se a voz característica dizendo que o telemóvel se encontra indisponível, a qualquer hora do dia ou da noite…
Pois é, aparece-nos com cada um que parecem dois, desculpem lá mas temos que reagir com algum humor!
Lógico que não fiquei mais pobre sem aquele dinheiro, nem ele mais rico! A questão prende-se com aquilo que defendemos persistentemente: moral, ética, respeito, confiança, dignidade. Princípios e valores que defendo com unhas e dentes, mesmo sendo chamada de “puta” por muito boa gente.
Não devo nada a ninguém, a não ser ao Banco e honro todos os meus compromissos. No entanto, “os outros” que não as putas, cometem as maiores atrocidades, mas como exercem uma profissão políticamente correcta e têm status social, tudo é considerado um mal menor e a sociedade até desculpa… até quando?
Despeço-me, e, apesar de tudo… sejam felizes!
Vera Morgado

