Olá amigos!
Como não poderia deixar de ser, gostria de deixar um apontamento sobre esta reportagem, passada na SIC, na passada semana.
De facto, a reportagem revela que se pretendiam certos objectivos que não foram totalmente conseguidos.
As acompanhantes foram fabulosas, pois conseguiram de forma simples mas assertiva, desmistificar algumas ideias pré-concebidas sobre “escorting”. Tenho, por isso, de dar os parabéns às colegas Cristina, Butterflly e Verónica pelos seus depoimentos. Expressaram de forma clara alguns pontos essenciais que nunca é demais clarificar. Inclusivé Cristina e Butterflly para além de colegas são amigas, pois de quando em vez lá estamos nós no msn ou até no tlm a trocar impressões sobre este ou aquele assunto.
Assim, poderei afirmar que fiquei bem impressionada com a reportagem, não obstante algumas imprecisões que lá foram referidas, mais pelos clientes do que pelas escorts. No entanto, também houve alguns excessos por parte da Verónica ao afirmar que tinha meses que auferia 10 000€. Penso que, a ser verdade esses valores são uma excepção, especialmente para aquelas que exercem outras profissões.
Na minha opinião, a quantidade torna-se incompatível com a qualidade. Claro que esta escort também pratica preços acima da média mesmo para este nível de escorting (upscale escort) . No entanto, se se fizer uma viajem ou fins de semana, num determinado mês, estes valores são possíveis de se realizarem, mas são a excepção e não a regra. Talvez o excerto não estivesse no contexto certo, devido a deficiente montagem no pós-produção, mas esta afirmação pode levar o telespectador com uma ideia de que se ganha dinheiro, com base num facilitismo exagerado e não real.
A Cristina e a E. Buterflly foram omissas em relação a este ponto o que, penso é muito mais correcto.
Por conversas posteriores que tive com a Cristina, ela mostrou-se um pouco decepcionada com a reportagem, pois foram filmadas muito mais cenas, houve um discurso sequencial e coerente, o que não passou totalmente, dado que a montagem não foi tão bem conseguida quanto deveria.
Algum discurso das acompanhantes parecia desintegrado, mas aquando das gravações não o foi! Logo, a reportagem peca por um pouco de falta de sequência e consistência . Algumas afirmações só se entendem melhor por alguém que também seja escort, o que não acontece à grande maioria dos telespectadores. Mas, de facto, o “escorting” é fazer companhia a alguém, o que pode ou não incluir relações sexuais, sendo portanto um conceito muito abrangente. Este conceito foi passado e muito bem ilustrado pelo episódio contado pela Cristina, no qual o cliente a convidou para tomar café. Ela aceitou e como profissional que é cobrou o preço de tabela! E é assim que se processa.
O Prazersublime refere de forma explícita que o que se paga é o tempo de companhia. Penso que outros sites também poderiam acrescentar isto na sua homepage. Penso que esta mensagem passou muito bem, pelo que vi como feedback em vários sites da NET, até de forma satirizada!
Relativamente aos clientes entrevistados, um deles mostrou respeito e admiração pela escort, o outro nem tanto, pelo contrário. Revelou mesmo desconsideração e desrespeito pela escort, não obstante procurar os seus serviços!
Fazendo um balanço geral, a mensagem passou no essencial, graças aos depoimentos das acompanhantes. Mais uma vez os meus parabéns e o meu obrigado por terem contribuido para a dignificação e desmistificação do escorting. Foi também muito positivo a transmissão da necessidade de consciência dos cuidados de higiene e segurança, em termos de saúde pública, com o apelo ao uso do preservativo SEMPRE! Penso que as acompanhantes que cedem ao sexo sem preservativo porque o cliente lhes paga mais, não são escorts na verdadeira acepção da palavra.
O essencial foi dito e, pelo menos o tema foi debatido e falado o que só por si já é bastante positivo!
Bem por hoje é tudo…
… sejam felizes!
Vera Morgado
Outubro 5, 2008 às 2:39 pm |
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http://tinyurl.com/programas
Directório de Programas de TV e Rádio na Internet
Outubro 15, 2008 às 9:40 pm |
Boas:
Vi a reportagem com atenção e em geral também me agradou. Normalmente não gosto deste género de reportagens porque entrevistam pouca gente e na montagem fica tudo distorcido. Vi uma sobre swing que foi uma vergonha, passou uma imagem muito má daquilo…